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Dra. Sandra Bastos explica: Zumbido no ouvido - o que fazer quando ele começa a incomodar mais?

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Dra. Sandra Bastos explica: Zumbido no ouvido - o que fazer quando ele começa a incomodar mais?

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10 min.

zumbido

Publicado em 20 de maio de 2026

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Em alguns momentos, o zumbido no ouvido parece ganhar mais espaço. Ele fica mais evidente, mais difícil de ignorar e parece chamar sua atenção o tempo todo.

Isso pode gerar preocupação, cansaço, ansiedade e a sensação de que algo não está bem. Mas entender como o zumbido funciona é um passo importante para reduzir o desconforto e buscar o tratamento adequado.

O zumbido no ouvido é perigoso?

Na maioria dos casos, não. O zumbido costuma estar relacionado à perda auditiva ou a alterações no sistema auditivo. Porém, existem diversos fatores que podem fazer esse sintoma surgir ou se intensificar ao longo do tempo, como:

  • Estresse e ansiedade
  • Cansaço físico e mental
  • Exposição frequente a ruídos altos
  • Distúrbios do sono
  • Tensão muscular
  • Alterações emocionais
  • Problemas auditivos associados

Cada pessoa apresenta uma combinação diferente desses fatores. Por isso, o acompanhamento com um médico otorrinolaringologista ou especialista em saúde auditiva deve ser individualizado.

É importante lembrar: informações da internet não substituem uma avaliação médica especializada. Tentar resolver o problema sozinho pode prolongar o incômodo e dificultar a melhora.

Por que o zumbido incomoda mais em alguns momentos?

Um ponto essencial é entender que o foco no zumbido não é voluntário.

Você não escolhe prestar atenção nele. Isso acontece automaticamente.

Quanto mais o cérebro interpreta esse som como importante ou ameaçador, mais destaque ele ganha. Por isso, o zumbido costuma incomodar mais:

  • No silêncio
  • Durante períodos de estresse
  • Em momentos de ansiedade
  • Quando a pessoa está cansada
  • Na dificuldade para dormir

Não é falta de controle. É uma resposta natural do cérebro.

O que pode ajudar a aliviar o zumbido?

Em momentos de maior desconforto, algumas estratégias podem ajudar a reduzir a percepção do zumbido no ouvido.

Redirecionamento da atenção

Ocupar a mente com atividades leves, como conversar, assistir algo agradável ou realizar tarefas do dia a dia, pode diminuir temporariamente o destaque do zumbido.

Essa estratégia funciona como uma forma de alívio circunstancial — não como tratamento definitivo.

O objetivo não é “lutar” contra o zumbido, mas permitir que sua atenção encontre outros caminhos.

Som ambiente pode ajudar?

Sim. O enriquecimento sonoro — uso de sons ambientes suaves — pode ajudar a reduzir o contraste com o silêncio e tornar o zumbido menos perceptível em alguns momentos.

No entanto, ele não deve ser entendido como solução única ou tratamento completo.

Inclusive, quanto maior a necessidade constante de usar som para mascarar o zumbido, maior pode ser a intolerância ao sintoma. Por isso, o acompanhamento profissional é tão importante.

Zumbido no ouvido e sono

Se o zumbido estiver dificultando o sono, utilizar som ambiente pode ser melhor do que permanecer sem dormir.

Mas o sono ideal tende a acontecer naturalmente, sem necessidade constante de estímulos sonoros. Conseguir voltar gradualmente ao silêncio costuma representar uma evolução positiva no processo de adaptação ao zumbido.

Quando a dificuldade para dormir se torna frequente, isso merece avaliação especializada.

Corpo, estresse e ansiedade também influenciam

O corpo participa diretamente da forma como o zumbido é percebido.

Tensão, ansiedade e estresse aumentam a percepção sonora e podem fazer o sintoma parecer mais intenso.

Práticas de relaxamento podem ajudar a reduzir o impacto emocional do zumbido.

Uma técnica simples de respiração pode auxiliar:

  • Inspire lentamente pelo nariz por 4 segundos
  • Segure o ar por 2 segundos
  • Expire devagar por 6 segundos

Repita por alguns minutos.

Embora isso não elimine o zumbido, pode ajudar o cérebro e o corpo a reduzirem o estado de alerta.

O que evitar?

Alguns comportamentos podem manter o problema ativo e aumentar o sofrimento:

  • Testar o zumbido o tempo todo
  • Procurar soluções milagrosas na internet
  • Tentar resolver tudo sozinho
  • Acreditar que nunca haverá melhora
  • Ficar monitorando constantemente o sintoma

Evitar essas armadilhas também faz parte do tratamento do zumbido.

O cérebro pode se adaptar ao zumbido

O cérebro é adaptável.

Com orientação correta, avaliação especializada e acompanhamento adequado, o incômodo tende a diminuir progressivamente.

O objetivo do tratamento nem sempre é eliminar completamente o zumbido, mas fazer com que ele deixe de ocupar um lugar central na atenção e na rotina.

Mesmo que hoje isso pareça difícil, muitas pessoas conseguem voltar a viver com mais tranquilidade, conforto e qualidade de vida.

Nos momentos mais difíceis, lembre-se: reconhecer o que está acontecendo sem se assustar é parte importante do processo.

Com apoio especializado, é possível reduzir o desconforto de forma consistente e perceber cada vez menos o zumbido no ouvido.

Autor

Dra. Sandra Bastos, Médica Otorrino


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